terça-feira, 18 de agosto de 2009

Saco é um saco.


http://www.youtube.com/watch?v=QeqBwx1g2lQ

Pra cidade, pro planeta, pro futuro e pra você.
O Ministério do Meio Ambiente lançou no Rio de Janeiro, no dia 3 de agosto de 2009, a campanha “Saco é um saco” visando a diminuir o consumo dos sacos plásticos. Para quem pensa que é besteira, vamos aos números: são fabricadas 12 bilhões de sacolas plásticas por ano no Brasil. Por mês, para cada brasileiro, são 66 sacolinhas.
“É de graça mesmo.”. Pense a longo prazo... Para solucionar as complicações que os “inofensivos” saquinhos causam, o governo tem que fazer altos investimentos. Dinheiro que poderia ser usado em projetos sociais. Além de que o gasto dos supermercados com esse item é distribuído nos preços dos produtos.
Os sacos plásticos levam cerca de 400 anos para se decompor e o uso excessivo e, convenhamos, desnecessário destes acarreta no acúmulo de lixo que vai parar nos bueiros – as enchentes são cada vez mais comuns. Como o material é muito leve, não é interessante para os catadores que ganham por peso, logo, não é recolhido por eles. Com a ação do vento, os sacos são levados para o mar, formando verdadeiros lixões nos oceanos (principalmente o pacífico) e servindo de refeição para os animais marinhos. Os golfinhos devem adorar ‘saco plasticet à parmegiane’.
Confesso que as sacolas plásticas são bastante úteis, mas há outros produtos que poderiam ser usados no lugar delas que não causariam tanto impacto no ambiente nem diminuiriam a qualidade de vida de quem os usa. Quem deveria revestir as lixeiras, por exemplo, são os sacos de lixo. Soa quase como pleonasmo, mas digo isso porque as lixeiras que vejo, principalmente as de banheiros, são protegidas por sacos plásticos. Estes não podem ser reciclados devido a uma determinação da ANVISA porque entram em contato com os alimentos. Os sacos de lixo só entram em contato com restos e b*sta, então sem problemas.
E que tal uma abstinência de sacolinhas? Elas não fazem falta quando o produto pode ser carregado nas mãos ou couber nos bolsos. Até porque, para não gastar muito, os supermercados estão produzindo sacolas tão finas que você tem que usar duas ou mais, para quando puser um pirulito dentro, elas não rasgarem. Isso só aumenta o consumo.
“Os comerciantes poderão dar incentivo à população. Por exemplo, cada 50 sacolas podem ser trocadas por um quilo de feijão ou, a cada cinco itens que forem levados fora de sacolas plásticas, ganha-se um desconto de R$ 0,03”, essa foi a idéia dada por Marilene Ramos, secretária do Ambiente do governo do Rio de Janeiro. “R$ 0,03 não é nem um icekiss.”, eu também pensei isso. Imagine se eu morasse na Europa, lá as sacolas são pagas. Mudei de pensamento: “Descontão ein?”.
E viva à sustentabilidade, às sacolas retornáveis e aos bioplásticos. Faça sua parte.

5 comentários:

  1. adorei, falta isso vim aqui pra Fortaleza..sendo assim, eu vou ao super mercado com 3 bacias de lavar roupa..e quando chegar em casa não fica saco sobrando! Hannah também é educação ;*

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  2. Uh, abaixo aos plásticos.
    Se desejamos um pouquinho de melhora no clima mundial, devemos ao menos fazer nossas partes.
    arrasou, saco é um saco

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  3. hannah!você está ME matando de orgulho DEmais,menina!continue assim que nunca mais eu vou renegá-la!onioninoinonioninoni'também penso nos sacos!uma locadora aqui perto de casa,está utilizando sacolas retornáveis,lecal né?e eu já dei a ideia a uma "colega" que possui uma :*

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  4. Eu sugeri as sacolas retornáveis, mas as bacias também servem...

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  5. Valeu Hannah!!
    Hannah também é cultura!!
    A gente realmente não conhece as pessoas, quem diria... A Hannah com um blog e, ainda por cima, muito bacana!!
    ;D
    Voltarei Sempre!

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