sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Carro roubado


Dia bonito, tarde tranqüila, um evento peculiar. Casamento dos meus tios no religioso, após tanto tempo casados apenas no civil. Pena que eu já estava bem grandinha para ser dama de honra. Para o acontecimento especial, uma roupa especial: vestido esporte fino e um salto de 10 centímetros tão fino quanto o vestido. “Todos prontos?”, saímos de casa.
Descendo pela rua habitual onde o carro era deixado, fui avisada que este havido sido estacionado em outro lugar mais distante ainda. “Não tinha vaga na hora em que cheguei.”. Nada como andar mais um quarteirão cheio de pedregulhos com um salto fino. Nada como andar dois, três...
- Pai, o senhor deixou o carro em outra rua ou em outro estado?
- Não tô achando!
- Como assim, não tá achando?
- Roubaram meu carro!
Que beleza! Sem carro, sem casamento. Meu sonho de pegar o buquê e ser a próxima noiva não se realizaria. “Fala com o segurança.”, eu disse.
Mas eu disse para falar e não para berrar, fazer escândalo, dar chilique, quebrar o pau da barraca, amaldiçoar o Estado, a prefeita, o governador, o presidente e Deus.
- Como é que pode uma coisa dessas?! Eu pago imposto pra quê?
- Meu senhor, se acalme, vou ligar para o Ronda. – disse o guardinha.
- Ronda? Ligue para o FBI! Quero o meu carro!
- Eles chegarão a sua residência dentro de alguns minutos, aconselho que os espere lá.
Frustrados, eu e meu salto, meu pai e meu irmão, voltamos por aquela rua habitual, aquela mesma onde o carro sempre era deixado. Sempre mesmo, pois lá estava o Chevette 92 vermelho, intacto - quando eu digo intacto é afirmando que ele estava do mesmo jeito que havia sido deixado, aos pedaços.
Alívio? Não. Vergonha, e muita! Eu preferia andar o resto da vida a pé a passar por aquilo. “Liga logo pro Ronda, cancela, cancela!” - tarde demais. Entre muitos pedidos de desculpas e uma doença mental inventada para amenizar a raiva da ligação inútil e dos apelidos carinhosos recebidos pelo guarda alguns minutos antes, meu pai foi liberado e fomos ao casamento. Só deu tempo de ouvir o ‘Que sejam felizes para sempre’. Amém.

7 comentários:

  1. kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk NÃO AGUEEEEENTOOOOO!

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  2. KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK

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  3. a globo tem que fazer uma mini-série sobre tua família: Os amnésicos
    kkkkkkkkkkkk

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  4. kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk EU RI

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  5. a hannah, nem pegou o buquê, nam nam nam nam ♪ iuuuuu

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